O silêncio que ficou depois das palavras de Grant não era vazio.
Era pesado. Cheio de coisa não dita.
As luzes amarelas do estacionamento ainda iluminavam a fachada da igreja, como se nada tivesse acontecido ali dentro. Mas todos sabiam: algo tinha se rompido.
Jackson não respondeu de imediato. Apenas assentiu com a cabeça e abriu a porta do carro para Serena, num gesto automático — não de pressa, mas de cuidado. Charles permaneceu alguns passos atrás, mãos nos bolsos, o corpo tenso, como quem sabia que aquela conversa não deveria continuar sob aquele teto.
— Então fala — Jackson disse, por fim, a voz baixa. — O que é tão importante assim?
Grant passou a mão pelo rosto, nervoso.
— Não agora. — repetiu. — Não aqui. Tem ouvido demais... e pouca boa vontade.
Serena sentiu.
Não como loba.
Como mulher acostumada a perceber quando um lugar ainda sangra.
— A casa é nossa — ela disse. — Se quiser ir com a gente.
Grant soltou o ar, aliviado.
— Melhor.
Charles pigarreou, hesitando antes de fala