Luara
Acordei e a luz fraca que entrava na caverna indicava que ainda era dia. Não tinha ideia de quanto tempo havia dormido. Eros estava sentado perto da entrada, jogando pequenas pedras na fogueira que agora se reduzia a brasas incandescentes.
— Quanto tempo eu dormi? — perguntei, minha voz ainda rouca de sono.
— Umas quatro horas — respondeu Eros, sem se virar para me encarar.
— É um saco que você não durma. Deve ficar incrivelmente entediado durante o dia — comentei, imaginando o tédio.