Acordei antes do despertador.
Por alguns segundos, permaneci imóvel, tentando entender por que meu corpo estava tão quente, tão desperto, como se tivesse dormido pouco — e vivido demais. O lençol ainda guardava o cheiro dele. O peso do braço de Augusto repousava frouxo sobre minha cintura, não possessivo, mas presente. Real demais para ser ignorado.
Foi aí que a consciência me atingiu por inteiro.
Eu estava no quarto dele.
Na cama dele.
Depois de tudo o que havíamos evitado por meses.
Res