O telefonema chegou no meio da manhã, quando eu ainda tentava me convencer de que aquela semana poderia ser menos pesada.
— Helena? Aqui é da escola da Laura.
A voz era calma demais para o meu coração naquele instante.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntei, já me levantando.
— A Laura teve uma crise de choro. Não conseguimos acalmá-la. Ela pede por você… e pelo pai.
Fechei os olhos por um segundo.
— Estou indo agora — respondi.
Peguei a bolsa sem pensar, avisei a portaria e saí com a sen