Naquela semana, Laura começou a mudar de um jeito que não era imediato, mas persistente. Não era birra. Não era rebeldia. Era algo mais silencioso e, por isso mesmo, mais difícil de conter.
Ela acordava mais cedo, mesmo quando não precisava. Às vezes, eu a encontrava sentada na cama, abraçando o travesseiro, olhando para a porta como se estivesse esperando alguém desaparecer se fechasse os olhos por tempo demais.
— Sonhou? — perguntei numa dessas manhãs.
Ela negou com a cabeça.
— Só aco