POV: JADE
O celular não tocou com a música de sempre. Ele vibrou de um jeito contínuo, seco e irritante contra a madeira da mesa de cabeceira, fazendo o estômago de Jade dar uma volta completa antes mesmo de ela conseguir abrir os olhos. A luz azul da tela cortou o breu do quarto.
Eram três e dezessete da manhã. O apartamento do Itaim Bibi estava naquele silêncio estéril de quem só desliga quando a cidade inteira desliga os motores.
Ela tateou o escuro, os dedos batendo na madeira fria antes