POV: JADE
Acordei com as costas inteira doendo. O nylon áspero da cama de armar tinha marcado minha pele por cima da roupa.
O bunker não tinha manhã. Sem janela pra avisar que o sol tinha nascido lá fora, sem barulho de trânsito. Só o relógio digital do gerador e o zumbido do ar circulando pelos dutos do teto. O cheiro de cimento frio, poeira e iodo grudava em tudo.
Igor ainda roncava baixo no canto, deitado de barriga pra cima, o braço esquerdo imobilizado sobre o peito. A respiração del