“Não foi o som do disparo que me feriu, mas o silêncio que veio depois… um silêncio que carregava o peso da morte lá fora e o coração de Fernando batendo perto demais do meu.” — Luna Castilho
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Horas Depois
Estava no jardim tocando rosas quando ouvi disparos, mesmo sem enxergar, eu sempre consegui distinguir com maestria a diferença entre sons, ruídos e disparos de armas de fogo. Afinal, nasci e cresci com o meu pai sempre manuseando armas, e se sentindo orgulhoso por transmitir o caos por onde passava. Sou cega, mas estou longe de ser burra. Sei que algo está acontecendo nesta mansão, e que precisarei ser astuta se eu quiser descobrir algo a respeito.
O som ainda estava na minha cabeça. Não foi apenas o estampido seco, cortando o ar como um chicote. Foi o que veio depois dele. O silêncio. Um silêncio que parecia ter corpo, peso e presença. Ele entrou em mim como se preenchesse meus ossos e grudasse na minha pele. Não sei como explicar. Não era medo. Não exatamente. Era a certeza de