O quarto foi trancado.
Ela permaneceu encostada na porta por alguns segundos, forçando os pulmões a respirar. O cheiro de poeira do duto de ventilação ainda impregnava a blusa. As mãos tremiam levemente. Os pulsos latejavam onde os dedos dele haviam apertado a sua pele.
Elena não acendeu as lâmpadas. Ela caminhou no escuro até a pequena escrivaninha no canto do quarto.
Ela sentou na cadeira, o coração martelando com uma força que quase doía. A mão direita, suada, enfiou-se no bolso da calça