O relógio do micro-ondas marcava duas da manhã.
Arthur saiu do banheiro e puxou a barra da camiseta preta para baixo. A costura mal feita da blusa barata apertava os ombros dele. Ele andou pelo corredor desviando das malas jogadas no chão do apartamento.
Na sala, Clara estava desmaiada no sofá curto. A cabeça dela tombava no encosto do estofado. O notebook repousava no colo dela, a tela exibindo planilhas de contenção de crise que ela passou a noite inteira tentando resolver para salvar a emp