O copo escorregou dos dedos de Arthur.
O baque contra o tapete do quarto foi seguido pelo vidro estilhaçando no piso.
Arthur não piscou. Ele não olhou para baixo. Os olhos deles ficaram escuros, fixos na figura de Elena parada na porta.
A camisa social dele, grande demais para o corpo dela, caía até a metade das coxas. Os botões abertos no peito mostravam a pele pálida e arrepiada pelo frio do corredor. O cheiro do perfume dele, impregnado na blusa que agora cobria a mulher que o estava enl