Naquela manhã, não havia mais o som constante do vento castigando as janelas de vidro. Estava tudo em silêncio.
A nevasca havia acabado.
Elena abriu os olhos devagar. A respiração dela mudou assim que percebeu a posição do próprio corpo.
Ela estava exatamente onde havia adormecido. E, a menos de um palmo de distância, estava o rosto de Arthur.
Ele não estava dormindo. Os olhos dele estavam abertos, cravados nela. Ele estava a observando há minutos. Talvez horas.
O isolamento deles ia acaba