Ponto de vista: Pamela
A luz da manhã entrava pela janela da pousada como um sussurro dourado.
Acordei devagar, o corpo ainda mole de sono e prazer. O lençol estava enrodilhado nos nossos pés, e o braço de Lucas ainda envolvia minha cintura como se tivesse medo de me soltar mesmo dormindo. A respiração dele era calma, profunda — o peito subindo e descendo contra minhas costas.
Virei o rosto devagar para não acordá-lo.
Os olhos dele estavam fechados. Os cílios escuros repousavam sobre as bochech