Ponto de vista: Pamela
A delegacia cheirava a desinfetante e desespero.
Paredes cinzentas, piso de cimento queimado, luzes de led que doíam nos olhos. Luciano nos guiou por um corredor estreito até uma sala de visitação reservada. Vidro grosso separando os dois lados. Cadeiras de metal parafusadas no chão.
— Ela está esperando — disse o detetive, a voz baixa. — Dez minutos. É o máximo que consegui.
Lucas assentiu. Apertei a mão dele. Estava gelada.
— Você não precisa fazer isso — eu disse, só p