Capítulo 07

Henry

Mal cheguei em NY e já estou cheio de problemas para resolver! 

Após saborear a minha bebida, tomo um banho demorado, fico imaginando como minha esposa é e com quem ela quer se casar. Nunca a quis ver pessoalmente. Quando nos casamos, ela era apenas uma menina e eu prefiro mulheres mais experientes, que consigam acompanhar o meu ritmo na cama, e não queria uma pirralha se apaixonando por mim. 

***

Meu celular despertou às 6h da manhã, apenas coloquei a minha roupa de corrida e escovei os dentes, peguei o meu celular, os fones e saí para correr. Isso fazia parte da minha rotina matinal. 

Voltei para casa e eram quase 7h30, me empolguei hoje. 

Coloquei o café para passar e fui tomar um banho, hoje eu começava a dar aula. Thiago com certeza me deve uma. 

Meu banho foi rápido e coloquei uma calças jeans, camisa e tênis social, penteei o cabelo para trás e passei meu perfume preferido: invictos. 

Tomei meu café rápido e fui direto para garagem, peguei o meu Porsche preto e fui para a faculdade central. 

***

Assim que saí do estacionamento, percebi os olhares de algumas alunas, e como já falei, não gosto de meninas, apenas de mulheres. 

Me apresentei a todos os funcionários da escola. A diretora me acompanhou até a sala, que estava vazia. Já eram 8h e faltavam dez minutos para a aula começar. 

Em um piscar de olhos a sala encheu. Assim que comecei a me apresentar aos alunos, chegaram duas alunas atrasadas. Ah, se elas soubessem que não tolero atraso! 

Uma delas me chamou bastante a atenção. Ela era morena, cabelos longos, castanho-escuros com as pontas claras e olhos castanho-escuros. Ela não era magra e nem gorda, seu corpo tinha a medida ideal, usava um jeans claro rasgado nas pernas, uma regata preta que valorizava seus seios e logo senti meu pau ficando aceso. 

A outra menina era ruiva dos olhos castanho-claro, foi a única coisa que consegui perceber. 

— Bom dia! — Voltei a me apresentar — Serei o novo professor substituto de vocês! — Comecei a ouvir os múrmuros. A morena e a ruiva se sentaram — Continuarei com as aulas de Direito Civil. 

Algumas das meninas nem estavam prestando atenção no que eu dizia. Para mim era indiferente, quem precisava daquilo eram elas. 

Dei continuidade a matéria que o Thiago tinha começado. Ouvia um murmúrio aqui e outro acolá. Apenas as ignoravas. Algumas vezes eu parava e olhava para aquela moça, e às vezes nossos olhares se encontraram. Ela é muito linda, vou ter que abrir uma exceção em minhas escolhas. Eu a quero e é claro que a terei. 

A aula terminou e percebi que a morena continuava me encarando, na verdade, ela estava no mundo da lua. 

Vi sua amiga ruiva chamando por ela, fazendo de conta que não vi. 

Elas caminharam em direção à porta. Decidi perguntar o nome delas. Enquanto andava na direção delas, a morena tropeçou nos próprios pés, aliás, nem sei como ela conseguiu fazer aquilo. Ela foi com tudo para o chão. 

É claro que como sou um cavalheiro e perguntei se ela estava bem, mas a menina não conseguiu dizer uma só palavra. 

Me agacho e ajudo-a com os livros, pude ver de relance que em um de seus livros tinha o nome de Navarro, mas não consegui ver o seu primeiro nome.  

Nossos olhares se encontram por uma fração de segundos, isso me deixa mais excitado. 

Estendo minha mão e é claro que ela aceita! Sua amiga não tira os olhos de mim. 

Ela cora enquanto agradece. 

Mas quando peço para que ela tenha mais atenção, seu olhar passa de receoso para fúria. 

Fico observando elas saírem, a morena saindo às pressas, até achei que iria tropeçar novamente. 

Segui para a próxima turma e para ser bem sincero, não tirei a Navarro da minha cabeça. É oficial, preciso descobrir tudo sobre ela. 

***

Assim que terminei as aulas, fui para a lanchonete da faculdade. 

Pedi um sanduíche natural e um suco de laranja. 

— Com licença. — Uma loira, magra, olhos pretos, cabelo na altura dos ombros. 

— Cla... Claro. — Ela nem esperou por minhas respostas e já foi sentando. 

— Me chamo Britney Veg. — Ela sorri, e coloca os cotovelos na mesa mostrando mais ainda seus seios. 

— Henry M... 

— Já sei quem você é, sou sua aluna, mas não fui para sua aula hoje. — Ela fala mexendo no cabelo. 

— A que devo a honra? — Respiro fundo e tento não perder a paciência. 

— Vai ter uma festa hoje, em uma das boates... 

— Não, obrigado. — Dessa vez sou eu que a interrompo. 

— Você nem me deixou terminar. 

— Não há necessidade. 

— Todos os alunos estarão lá. — Ela faz um bico. Se todos os alunos estarão lá, provavelmente a Navarro também. 

— Pensarei. 

— Me passa o seu número — Ela sorri mais uma vez e começa ajeitar o decote.  

— Não precisa, eu já tenho.  — Fico incrédulo com sua resposta, como assim ela já tem o meu número? 

— Você já tem?! 

Ela se levanta e chega bem perto. 

— É claro que sim, bonitão. — E me dá um beijo na bochecha, que menina hein. E sai rebolando. 

Termino meu lanche e assim que chego próximo às escadas que levam para o estacionamento, vejo a Navarro e sua amiga ruiva se abraçando. 

Elas se despedem, mas Navarro parece perdida em seus pensamentos. 

Resolvo me aproximar dela, só que dessa vez, além de ser debochada, ainda me deixa falando sozinho. 

Desaforada. 

Sigo para o estacionamento e vou para a delegacia. 

Conheci todos os funcionários, revisei alguns casos, e percebi ter bastante casos acumulados. Como o Thiago é desorganizado. 

— Pode entrar! — Respondo assim que alguém b**e na porta.

— Com licença, Henry. 

— Sente-se, Guilherme. — Falo apontando para a cadeira. 

— Qual é a urgência? 

— Preciso que descubra tudo sobre uma aluna do Thiago. 

— Huum, e qual é o nome dela? 

— Não tive tempo de verificar, só sei o sobrenome que é Navarro. 

— Ok. — Ele não me retruca, mas fica confuso. 

— Algum problema? 

— Não, na verdade... — Ele franze o cenho. — Você nunca me pediu esse tipo de serviço, pelo menos não pessoalmente. 

— Não quero que saibam quem eu realmente sou. — Sempre tive meus capangas para fazerem e descobrirem tudo o que eu quero. 

— Ok. — Ele pega seu tablet e faz uma pequena checagem. — É Liz Navarro, ela tem 21 anos e mora no condomínio do centro da cidade. — Guilherme faz uma pausa e passa a mão livre na cabeça.  

— O que foi? 

— O senhor está realmente interessado nela?  

— Por que à pergunta? 

— É que ela… — Ele faz uma pausa. 

— Desembucha de uma vez. — A essa altura já estava com raiva.  

— O senhor já não quis saber da primeira vez, não é agora que vai lhe interessar. — Resmunga. 

— Guilherme, do que você está falando? — Pergunto sem entender.  

— Ela mora no condômino L'Bella.  

Esse é o condomínio em que minha esposa mora, ou seja, por enquanto não poderei ir lá.  

— Que cara é essa? — Pergunto quando ele me encara. 

— Ah, e o nome dela está na lista de uma boate, a festa é hoje. 

— Veja o que mais consegue e me envie tudo. 

— Até logo, Henry! — Guilherme fala e vai em direção à porta. 

Terei que ir nessa boate. Por incrível que pareça, conheço o dono. 

Ligo para ele, precisando confirmar a minha presença! 

— Henry McNight! Há quanto tempo! 

— E continua com o mesmo sarcasmo John! — Damos, risadas. 

— Está em Nova York? 

— Sim, faz algumas horas que cheguei! 

— Vai ter uma festa na minha boate hoje. Venha, vamos conversar. — Era tudo o que eu queria. 

— É claro. 

— Até! 

— Até. — Com o John era tudo festa, e como era bem mais velho que eu, foi o pai do Eric que nos apresentou, talvez ele soubesse de algo. 

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App