Imperfeita Para O Mafioso - Daniel Luzhin
O cheiro de fumaça ainda pairava no ar, como se toda aquela guerra ainda não tivesse terminado — mesmo eu sabendo que… já não havia perigo algum naquele lugar.
Dias haviam se passado desde a noite em que o inferno desabou sobre nós, mas a mansão ainda carregava as cicatrizes da batalha.
As paredes rachadas, o mármore manchado de sangue, pegadas que nunca haviam aparecido por ali antes e as janelas estilhaçadas deixavam o vento frio cortar os corredores silenciosos.
E também estávamos tentando juntar os pedaços.
Pietro se recuperava aos poucos, ele ainda mancava e carregava a expressão dolorida, mas o brilho nos olhos dele, o fogo, ainda estava lá.
Irina era outra história. Ela se movia como uma sombra pela casa, o olhar perdido, os ombros caídos, a respiração sempre pesada, como se cada dia fosse um fardo que ela mal conseguia carregar, por conta da culpa que agora parecia reverberar dentro de seu ser, como fosse a porcaria de uma maldição da