Na penumbra do escritório, a brasa avermelhada do charuto era o único ponto vivo de luz, pulsando lentamente, em contraste com o luar prateado que atravessava as grandes janelas e se espalhava pelo chão de madeira escura.
Álvaro estava recostado em uma das poltronas, o corpo rígido apesar da postura aparentemente relaxada. O charuto repousava entre os dedos, enquanto na outra mão segurava um copo de uísque quase intocado.
Naquelas sombras, que pareciam transparecer o próprio conde, algo nele c