Maria Clara deixou o escritório do conde com os sentimentos em completo turbilhão. Embora tivesse saído do convento apenas para estudar no exterior, sempre acreditara ter pleno controle sobre si mesma; sobre os afetos, os impulsos, até mesmo sobre as eventuais investidas que recebia. Focada nos estudos e certa de sua vocação, jamais se permitiu interesse por homens.
Até agora.
Mas, sempre que estava perto do conde, algo nela se desorganizava. Tornava-se consciente demais da presença dele; seus