Alheia que estava sendo observada da janela pelo conde, Maria Clara foi ao encontro de Roberto e as crianças.
Aproximou-se de Roberto e das crianças, e bastaram poucos segundos para que a cena ganhasse vida. Helena e Thomas começaram a correr pelo gramado, rindo alto, enquanto Roberto e Maria Clara fingiam persegui-los, errando de propósito, deixando-se alcançar apenas para ouvir novas gargalhadas.
Álvaro apoiou a mão no parapeito da janela, a expressão fechada.
Quando se reuniram à beira do lago, as crianças passaram a lançar pequenas pedras na água, contando os círculos que se formavam. Maria Clara inclinava-se para ouvi-los, sorria, enquanto Roberto observava, visivelmente à vontade naquele papel improvisado de adulto presente.
A alegria dos filhos era clara, quase dolorosa de se ver. Riam soltos, livres, como não faziam há muito tempo.
E então veio o incômodo. A imagem diante dele parecia… completa.
Havia ali uma naturalidade que o atingiu sem aviso. A interação fluía com facilida