CRISTINA SANTIAGO
Não demorou muito para eu me dar bem com Sandra, minha colega de trabalho. Ela trabalhava na recepção do andar de Ethan e era do tipo faladeira, sempre com uma piada pronta e um olhar que parecia captar fofocas no ar como uma antena parabólica. Em menos de uma semana, já tínhamos virado amigas.
Passava das duas da tarde, enquanto eu revisava a agenda de reuniões, ela se aproximou com uma xícara de café na mão e um sorriso maroto.
— Amiga, posso te perguntar uma coisa sob