Capítulo 33 — A Neve e o Beijo
A pedra fria nas minhas costas parecia sugar cada resquício de calor que ainda restava em mim. Os dentes batiam sozinhos, sem controle, e minhas mãos tremiam até quando eu tentava escondê-las sob os braços. O fogo improvisado que arrisquei acender se apagava a cada rajada de vento que atravessava a entrada da caverna.
Alastair me observou por tempo demais. O olhar dele nunca era só observação — era sempre cálculo. Então, sem dizer nada, retirou a capa pesada dos