Capítulo 32 – A Sobrevivente
O caminho estreito rangia sob as botas, a neve acumulada denunciando cada passo como um estalo abafado. Melissa tropeçava à minha frente, arrastada pelos guardas. Sangue escorria de um corte na testa, manchando-lhe o rosto que antes tentara sustentar uma máscara de doçura. Agora não passava de uma mancha patética de medo.
Parou diante da beira do penhasco, apontando com a mão trêmula.
— F-foi aqui… — a voz saiu em soluços, mais fraca do que o vento que cortava nos