Capítulo 31 – O Lado do Tirano
Acordei com a boca cheia de ferro e a garganta seca. O frio da neve grudava nas roupas rasgadas, o corpo latejava em cada articulação como se tivesse sido quebrado em pedaços. Por um instante, pensei que estava morta. Mas o ar ardido entrando nos pulmões me provava o contrário.
Levantei com esforço, apoiando-me numa árvore úmida. O vestido estava manchado de terra, sangue e folhas — um farrapo digno de uma fugitiva, não de uma Duquesa. O silêncio da floresta era