Capítulo 27 – A Empregada do Sul
O corredor cheirava a sabão e a pano úmido, o som das bacias sendo arrastadas misturado ao riso dissonante que ecoava pelas paredes estreitas. Não era riso de alegria — era escárnio. Caminhei em direção ao som, sem pressa, ouvindo cada palavra cuspida com gosto.
— Rata do sul…
— Estrangeira inútil. Você não merece estar aqui.
As gargalhadas vieram logo depois, afiadas, como se fosse o som mais natural do mundo humilhar alguém.
Virei a esquina e vi a cena. Do