ELA CONTA
Sexta-feira, cedo. Sete e quarenta da manhã.
Entrei na cozinha com a mochila pendurada num ombro – não porque eu fosse precisar dela ali dentro, mas porque o guardanapo branco com o bastão ainda estava lá, no bolso interno, e por algum motivo ele precisava estar no mesmo cômodo que eu naquele momento.
Esse tipo de detalhe não tem explicação racional. Tem só o instinto de quem está prestes a fazer alguma coisa importante e precisa se firmar em alguma coisa. Algo que segure seus pés