COMO CONTAR
O bastão ficou no fundo da mochila por três dias.
Ainda embrulhado naquele guardanapo amassado da padaria da Consolação. O mesmo que eu tinha usado no banheiro, na segunda-feira de manhã, depois de olhar pro resultado por um tempo que não medi. Ele continuava lá, debaixo do caderno de anotações, como se nada tivesse acontecido.
Toda vez que eu abria a mochila pra pegar outra coisa – a carteira, o carregador, o biscoito que eu sempre carregava pra não passar mal entre as refeições