Lizandra
Corri para dentro do meu quarto e fechei a porta às pressas me apoiando nela. Meu coração estava acelerado. Levei as mãos aos lábios, pressionando-os levemente, sentindo a lembrança dos beijos. A intensidade, o calor e a urgência deles. Era como se as mãos do Fernando ainda estivessem sobre o meu corpo, deixando rastros invisíveis que arrepiaram a minha pele. Fechei os olhos aproveitando um pouco mais da sensação que aquele homem me causou.
Eu me sentia dividida. Sabia que não deveria ter acontecido, que eu não deveria ter descido até o escritório. Por mais que eu tenha gostado, era algo extremamente errado. Mas ainda assim a verdade pulsava em mim incômoda mas inegável: eu queria sim e queria mais, muito mais.
Abri os olhos e caminhei até a cama, sentando-me devagar. Minha mente já corria para o amanhã. Como eu iria olhar para ele? A simples ideia fez minhas bochechas arderem de vergonha. Havia algo exposto em mim agora, como se ele pudesse ler tudo o que eu sentia com um ú