Fernando
Quando abri os olhos ainda envolto pela névoa da bebida e vi Lizandra tão perto, não pensei. Não houve espaço para razão. Num impulso, puxei-a para mim. A beijei, com vontade, com domínio e desejo. O toque dos lábios dela nos meus foi como um choque elétrico, intenso, avassalador. Beijos intensos e quentes que ela correspondeu. E naquele instante todo o controle que eu julgava ter construído ao longo dos anos simplesmente ruiu.
O calor do corpo dela, seus seios, suas curvas, ascendeu-me algo bruto e faminto. Algo que eu vinha ignorando e sufocando, fingindo não existir. Minhas mãos apertavam e deslizavam pelo seu corpo como se eu temesse que ela desaparecesse se eu a soltasse. Cada suspiro que escapava dela me incendiava ainda mais.
Dominar sua boca, sentir seu corpo reagir aos meus toques, fez o meu sangue ferver. A bebida não criou o desejo, apenas me deu coragem para não contê-lo. Era como se ela tivesse ligado um interruptor dentro de mim. Um desejo cru e intenso, difícil