Lizandra
Não precisei me virar para saber quem era o dono da voz. O tom era calmo, mas havia algo que mudou completamente o ar ao redor. O rapaz à minha frente arregalou os olhos e deu um passo para trás. Vi Fernando surgir ao meu lado como uma presença grande e perigosa. O olhar dele estava duro, furioso e fixo no rapaz à minha frente. O ar ficou mais pesado de repente.
O homem engoliu em seco e se apressou em dizer:
— Eu… eu estava só aguardando a água.
Fernando nem piscou.
— Aqui não tem nenhuma água pra você, rapaz. — rebateu seco. — Não a vejo com nenhuma jarra d’água.
Meu coração batia acelerado. Dei um passo à frente tentando encerrar aquela situação.
— Eu preciso entrar — disse, com a voz firme, apesar do nervosismo. — A Lia está me esperando.
Fernando não respondeu. Continuou encarando o rapaz com um ar tão mortal que, por um segundo, tive a sensação de que ele poderia avançar a qualquer momento. O homem desviou o olhar visivelmente desconcertado.
Foi então que Tunisha surgi