Atrapalho?...
Lizandra
Soraia se aproximou com a postura de sempre, impecável e discreta. Baixei os olhos e tentei parecer profissional, mas por dentro estava completamente fora do lugar.
— Bom dia, senhor Fernando. Bom dia, Lizandra.
O tom sério, profissional e o olhar direto e alheio a qualquer detalhe da rotina fizeram meu peito aliviar um pouco. Pelo jeito dela, era improvável que tivesse percebido algo. Mesmo assim, senti o rosto ainda quente, denunciando mais do que eu gostaria.
Fernando, por sua vez, não demonstrou nenhum abalo. A postura voltou a ser a de sempre: controlado, distante, perfeitamente no papel de chefe da casa.
— Bom dia, Soraia.
Ela informou com naturalidade:
— Gostaria de avisar que, durante toda a tarde, a equipe responsável pela manutenção da iluminação externa da mansão virá conforme o agendamento.
— Certo, você já sabe como proceder.
— Sim, senhor.
A troca foi objetiva, sem espaço para conversas paralelas. Fernando então se despediu com a mesma formalidade de minutos at