Elijah
Eu me levantei da cama, deixando Mia adormecida no meio da tarde de domingo. O silêncio na sala era ensurdecedor, interrompido apenas pelos passos controlados de minha mãe no escritório de onde eu havia fugido. Eu estava exausto, não pelo trabalho, mas pela guerra silenciosa que minha mãe havia iniciado. O medo dela expor Mia e a súbita e intensa fantasia de paternidade estavam me consumindo.
Eu estava na sala de estar, bebendo um whisky (cedo demais, mas necessário), quando a porta do elevador se abriu abruptamente.
Era Jana. Ela estava visivelmente perturbada, com seu estilo inconfundível que contrasta diretamente com a decoração da cobertura e com os cabelos presos de forma descuidada.
Minha mãe, que estava folheando uma revista lá do escritório, notou a presença e observou a cena com interesse, e se aproximou da sala de estar.
— Posso ajudar, querida? — minha mãe perguntou, a voz de seda disfarçando a análise.
Jana mal a registrou. Ela olhou para mim, os olhos arregal