Elijah
A semana seguinte à detenção de Camila foi de reconstrução e segurança máxima. Eu havia acalmado o conselho, entregue as provas a polícia e o escritório estava finalmente em paz. No entanto, minha paz pessoal estava longe.
Eu estava na cobertura, na quinta-feira à noite. Mia estava deitada no sofá, olhando fixamente para a vista da cidade, mas não com o brilho de antes.
— Você mal sorriu o dia inteiro — eu comentei, sentando ao lado dela e puxando-a para o meu peito.
— Estou cansada, Elijah — ela suspirou. — Cansada dessa rotina. Casa, trabalho, casa. Eu sei que a segurança é necessária, mas eu me sinto... esterilizada. Não posso nem ir a uma cafeteria sem um esquadrão atrás de mim. Parece que minha vida social acabou.
Eu senti a pontada de culpa. Eu havia vencido, mas o preço era a liberdade dela. Eu não podia mais permitir que ela se sentisse sufocada.
— Você está certa — eu disse, beijando o topo de sua cabeça. — Você não vai ficar trancada.
Peguei o telefone. — Vista