Elijah
Eu mal conseguia processar a notícia da prisão de Camila. O alívio era um peso físico, mas a adrenalina da vingança cumprida era intoxicante. Eu tinha vencido, e a minha recompensa estava sentada ao meu lado, esperando por mim silenciosamente.
Dispensei o motorista. Eu precisava dirigir, precisava da sensação de controle sobre algo que não fosse o destino de Mia. O trânsito da cidade era lento, mas eu mal notava. Minha atenção estava totalmente focada em Mia.
Ela estava linda, recuperada, e a lembrança do que tínhamos feito no sofá do meu escritório estava me consumindo. E o pior: o meu bolso estava queimando. O tecido de renda naquela cor chamativa que ela havia colocado ali era um tormento constante, um lembrete físico do que estava por vir.
Eu estiquei a mão e a coloquei sobre a coxa dela. A seda do vestido estava fria contra a minha palma.
— Você está muito exposta — eu murmurei, e não era uma crítica; era possessividade. O mundo a tinha visto, ela estava ao meu lado,