O silêncio que paira entre eles é tão denso que poderia ser cortado com uma faca. Marta permanece imóvel junto à janela da cozinha, o reflexo do vidro espelhando sua expressão de mágoa mal disfarçada. A memória da noite de amor ainda pulsa em seu corpo, cada toque, cada sussurro, cada momento de entrega total, contrastando cruelmente com o vazio que encontrou ao acordar sozinha na cama dele.
Sua memória lembram as cenas íntimas daquela primeira vez, uma dor suave que, longe de ser desagradável