Ajoelhei-me lentamente, sentindo o toque gélido do chão em meus joelhos. Minhas mãos se entrelaçaram automaticamente, num gesto que parecia natural, mas que era carregado de emoção. Fechei os olhos, como se quisesse me afastar do mundo ao meu redor, e, pela primeira vez em muitos anos, as palavras que há tanto tempo estavam guardadas dentro de mim se soltaram num sussurro trêmulo e hesitante:
— Deus… será que algum dia o Senhor vai me curar? — minha voz saiu extremamente baixa, quase como se