O calor do abraço da minha mãe estava presente, aconchegante e forte, mesmo quando ela afastou levemente o rosto para me observar. Seus olhos castanhos tinham uma intensidade que me prendia, como se fossem uma âncora que me impedia de escapar.
— Clara, antes de poder amar outra pessoa, você precisa aprender a se amar — ela disse, cada palavra soando firme, como se fossem golpes de um martelo. — Aceite-se como você é. Aceite-se do jeito que a vida te moldou.
Senti minha garganta apertar. Balan