Luísa narrando
O cheiro de pólvora ainda estava no ar. A fumaça fina dançava no cômodo como um lembrete cruel de que a vida, às vezes, exige decisões duras. Eu olhava para o corpo de Bárbara estirado no chão, os olhos vidrados, a expressão de quem perdeu até na hora da morte… mas o que realmente me cortava o coração era ver Ana Kelly ali, com o ombro ensanguentado, ofegante, trêmula… e de pé.
— Você não devia ter feito isso, minha filha… — falei, num fio de voz, me aproximando com cautela. — Nã