O DIA DO CASAMENTO
O ar em Milão estava carregado com a promessa de um evento inesquecível, mas para Henry Salvattore, a celebração não passava de um palco meticulosamente montado para uma execução pública.
No camarim da catedral, Henry ajustava o nó da gravata de seda italiana. Seus olhos, frios como o gelo dos Alpes, encontraram o reflexo de Antônio Tommaso através do espelho.
— Ele já está em solo milanês, Antônio?
A voz de Henry era um sussurro letal.
— Sim, Sr. Salvattore. O jato privado