Caine
É impressionante como a vida gosta de rir da minha cara. Algumas horas atrás, eu estava com Laura presa entre meus braços, gemendo meu nome como se o mundo fosse acabar. Agora, estou sentado no sofá, com um termômetro na mão, tentando convencer um garoto de seis anos de que abrir a boca para tomar remédio não é um ato de tortura medieval.
— Vamos lá, Elijah. Só uma colher. Não vai doer. — Tento ser paciente, mas minha voz continua mais áspera do que deveria.
Ele cruza os braços e faz uma