Laura
Saímos do bar juntos. O ar da noite está mais fresco, mas não o suficiente para esfriar o calor que ainda pulsa entre nós.
Caine caminha ao meu lado, as mãos nos bolsos, mas o corpo inteiro carregando uma energia perigosa. Parece que, se eu encostar sem querer, vou incendiar.
Quando o carro preto para diante da calçada, o motorista desce para abrir a porta, mas Caine ergue a mão.
— Eu mesmo levo — diz, seco, como se não quisesse testemunhas.
Ele abre a porta para mim, e por um segundo hes