HENRIQUE VALADARES
Eu estava deitado na cama, encarando o teto do quarto de hóspedes, com as mãos cruzadas atrás da cabeça. Meu celular repousava bem ao meu lado, no travesseiro. Não sei se Isadora pretende retornar a ligação. Será que encontraram o telefone dela?
A casa inteira estava em silêncio, todos já dormiam há horas.
O cansaço lutava contra a minha preocupação. Eu imaginava mil cenários terríveis do que Vicente poderia estar fazendo com ela. Mas, quando a tela do pequeno aparelho fin