HENRIQUE VALADARES
O relógio na parede da recepção marcava quatro horas da manhã, e todos os nossos pacientes já dormiam profundamente em seus quartos.
Eu estava de pé perto da porta de entrada, segurando duas malas de viagem. Isadora estava ao meu lado.
— Vocês já estão indo mesmo? — Marina perguntou em um sussurro.
— Sim. Quanto mais cedo pegarmos a estrada, melhor e mais seguro será. — respondi em voz baixa.
— E como vai ficar a clínica?
— Não se preocupe com isso, Marina. Eu já deixei