ISADORA VILLANOVA
Quando meus olhos acompanharam o movimento de Vicente se abaixando, o medo voltou a tomar conta de mim. Seus dedos se fecharam em torno do isqueiro que ele havia deixado cair no chão.
Henrique estava a poucos metros dele, piscando sem parar. A gasolina nos olhos dele o deixava quase cego, e a pancada no joelho o impedia de correr ou se levantar rapidamente.
Eu queria ajudá-lo a ficar de pé, queria puxá-lo para longe dali e protegê-lo, mas senti um puxão fraco. Duas mãozinhas p