O telefone tocou depois da meia-noite.
O som cortou o silêncio do quarto como uma faca.
Ele atendeu antes do segundo toque.
— Fala.
A voz do outro lado era baixa, mas eu conseguia ouvir as palavras no silêncio da madrugada. Era o hospital. Camila tinha acordado.
Maximus sentou na cama. O corpo ficou tenso. A mão que segurava o celular tremia.
— Ela está bem? — a voz dele saiu rouca, trêmula. — Está consciente? Pode falar?
Uma pausa.
— A gente vai agora.
Ele desligou. Já estava de pé, vestindo a