A tela ficou preta por um segundo.
Depois, as imagens começaram a surgir. Borradas no início, como se a câmera estivesse ajustando o foco. Uma sala. Paredes cinzas. Chão de cimento. Luz forte, daquelas de porão.
Maximus estava ao meu lado, no sofá, com os olhos fixos na parede oposta. A mandíbula travada. As mãos enfaixadas apertando os braços da cadeira com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.
— Você pode parar quando quiser — ele disse, a voz baixa, rouca.
— O que tem nessa fita?