O sol já tinha nascido quando Maximus finalmente falou de Eloah.
Não do jeito que eu esperava. Não com detalhes sobre o crime, sobre os culpados, sobre o que aconteceu depois. Ele falou dela. Da menina. Do jeito que ela era.
— Ela gostava de morango — ele disse, a voz ainda baixa, os olhos perdidos no horizonte. — Comia com a mão, toda suja, e depois passava nos meus ternos de propósito. Eu fingia que ficava bravo. Ela ria. Tinha o riso mais alto que eu já ouvi.
Meu peito doeu.
— Ela tinha medo