POV Clara
Eu achava que viajar com um bilionário seria como naquelas propagandas de revista de luxo: silêncio absoluto, pessoas impecáveis e um café perfeito equilibrado no porta-copos enquanto a estrada passa como poesia pela janela. Mas, às cinco da manhã, descobri que o único poema possível era o da sobrevivência.
O táxi me deixou em frente à mansão quando o céu ainda era uma mancha escura e gelada. O portão abriu antes mesmo de eu tocar o interfone, como se a casa tivesse olhos. As gêmeas já