Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla se livrou com um empurrão, e a alça do vestido voltou a escorregar pelo ombro, mostrando demais outra vez. O cheiro dela, a pele exposta, a proximidade tudo isso arrancou de mim o último fiapo de paciência. Era como estar à beira de um abismo: fome, perigo, um descontrole absoluto que eu lutava para conter.
Ela me olhou como se estivesse diante de um monstro.
Talvez estivesse certa, talvez estivesse me tornando um.Respirei fundo. Uma vez. Duas. Três.
Merda.
Aproximei-me. Ela encolheu os braços junto ao peito e recuou um passo. Apoiei as mãos na parede, uma de cada lado do rosto dela, cercando-a. Fiquei perto demais perto o suficiente para sentir sua respiração irregular, para ouvir o coração disparado. Meus olhos desceram até a boca dela. Eu a desejava sem qualquer pudor.
— O que você está fazendo? — ela sussurrou.







