CAP. 109 Teatro do Imperador
POV/ Adrian
Domingo, 13 de junho.
Eu mal consegui pregar os olhos. Cada vez que eu fechava as pálpebras, via o amarelo do vestido da Clara sumindo na escuridão do jardim, e logo em seguida, o vermelho do sangue de Sarah manchando o meu tapete. O passado e o futuro colidiram, e eu fui o único que saiu mutilado do impacto.
Acordei cedo, mas a mansão já não tinha o silêncio de antes. Desci as escadas sentindo o peso de cada degrau. Na mesa do café, a cena era um soco no meu estômago: Ângela e Geov