Patrícia percebeu que a pressa era uma linguagem antiga.
Não do mundo, mas dela mesma. Uma pressa aprendida, treinada, quase automática. A pressa de responder bem, de decidir rápido, de provar eficiência. A pressa que, por muito tempo, a fez parecer forte quando, na verdade, só estava exausta.
Agora, algo tinha mudado.
Miguel dormia no carrinho enquanto ela caminhava devagar pela calçada, sentindo o sol morno da manhã tocar o rosto. Não havia destino urgente. Havia apenas o trajeto. E isso, par